Mostrando postagens com marcador FAFIRE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador FAFIRE. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de julho de 2011

13º Congresso Nordestino de Ecologia


Promoção: Sociedade Nordestina de Ecologia - SNE e Faculdade Frassinette do Recife - FAFIRE
Período: 8-11 de novembro de 2011
Local: Faculdade Frassinette do Recife - FAFIRE - Recife/PE.
Tema: Sustentabilidade de Empreendimentos Ambientais
Inscrições Abertas http://www.sne.org.br/congresso/

APRESENTAÇÃO DO XIII CNE E DE SEUS OBJETIVOS:

O tema central do 13º Congresso Nordestino de Ecologia, a ser realizado em novembro de 2011, na Faculdade Frassinette do Recife - FAFIRE, em Recife, é "Sustentabilidade de Empreendimentos Ambientais". O Projeto do 13º CNE tem como objetivo geral divulgar para o publico participante as diversas Ecotecnologias apropriadas para o desenvolvimento sustentável, possibilitando aos participantes conhecer experiências exitosas de instituições, ONGs e empresas que investem concretamente, nos seus empreendimentos, os conceitos e as práticas que promovem a sustentabilidade socioambiental. Os objetivos específicos do 13º CNE são discutir com base científica, sobre: (i) Conservação e Recuperação da Biodiversidade; (ii) gestão de recursos hídricos; (iii) poluição urbana e industrial; (iv) tecnologias ecologicamente apropriadas; (v) legislação e políticas ambientais; (vi) comunicação e educação ambiental e (vii) ecologia de ecossistemas.

Antecede a etapa de execução do congresso, evento realizado pela SNE desde sua fundação, um processo de planejamento. Para tanto foi criada uma comissão organizadora, composta por doutores colaboradores da SNE. A coordenação geral é realizada pelo presidente da SNE, que também é o presidente do congresso. Para o desenvolvimento de cada tema foram criadas câmaras técnicas. Essas câmaras terão cada uma delas, uma coordenação que se reunirá sistematicamente com o presidente do CNE. Fazem parte da estrutura do CNE: apresentações culturais, apresentação em painéis, de trabalhos técnicos científicos previamente selecionados, oficinas temáticas e minicursos (Turismo Sustentável, Implantação do Sistema de Gestão Ambiental em Pequenas e Médias Empresas, Elaboração de Projetos em Educação Ambiental, Legislação Ambiental, entre outros), mesas redondas e conferências.

Para a organização e apoio a SNE contratou a Empresa P MAIS, que tem sido responsável pelo sucesso da organização dos cinco últimos congressos. Quanto à comunicação a SNE conta com uma empresa que faz a sua assessoria de imprensa e de comunicação, a MID Comunicação. Essa empresa será responsável pela divulgação e produção das peças de comunicação.

No momento a SNE vem buscando firmar parcerias com entidades Públicas e Privadas para a realização do 13º CNE.


PÚBLICO-ALVO E ABRANGÊNCIA DO XIII CNE:

Estima-se a participação de cerca de 800 pessoas. Pelas experiências anteriores estarão participando do evento: profissionais liberais de diversas áreas, técnicos e gestores ambientais, estudantes universitários, educadores das Universidades e de escolas, empresários, ambientalistas entre outros.

O diferencial deste 13º CNE será a introdução de temas direcionados aos empreendimentos socioambientais com a difusão de conhecimentos relativos a novos métodos e experiências com o uso de ecotecnologias apropriadas. Com essa condução espera-se também que seja ampliada a participação de estudantes e profissionais dos segmentos das engenharias, arquitetura e agronomia. Nos 12 CNE realizados houveram participantes de outros Estados, principalmente do Nordeste.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Matéria no Diário de Pernambuco

Foto: Jaqueline Maia/DP/D.A Press

Rio Capibaribe // Microalgas denunciam poluição


A morte de peixes dá o recado de tempos em tempos. A mesma mensagem é transmitida pelo mau cheiro levado pelo vento sempre que a maré baixa.
Agora, são as algas encontradas no Rio Capibaribe que atestam a poluição do manancial que corta todo o Recife e outras 41 cidades. Um estudo desenvolvido por estudantes da Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire) constatou a presença de 33 categorias de microalgas nas águas. Mas, ao contrário do que pode parecer, a descoberta não é sinal de vida. A maior parte dos organismos identificados sobrevive em condições de forte poluição, já que as algas se alimentam justamente dos nutrientes que vêm junto com o esgoto outras fontes poluidoras. E algumas espécies, inclusive, são tóxicas.

Iniciado em 2008, o levantamento foi feito pelos estudantes de ciências biológicas Angelo Branco e Clayton de Andrade Paiva em três pontos de coleta, dois no Recife e um em São Lourenço da Mata. As áreas foram escolhidas por estarem localizadas em regiões de grande impacto antrópico (ação humana), ou seja, ocupação desordenada. "O objetivo era inventariar as microalgas para que elas possam ser usadas como no monitoramento ambiental, por exemplo, com a execução de medidas de proteção ao rio", diz o professor e orientador do estudo, Antônio Travassos Júnior. Além de ser um dos mananciais mais simbólicos do estado, o professor cita ainda o uso do abastecimento, pesca, transporte e lazer da população ribeirinha.

Apesar da identificação de 33 táxons (categorias), Clayton destaca a baixa diversidade de algas em quatro divisões: Cyanophyta (cianobactérias), Chlorophyta, Ochrophyta (diatomáceas) e Euglenophyta. O grupo mais representativo é o das Chlorophyta com 10 táxons. "Chegamos a encontrar uma clorophyta com dois metros de comprimento", ressalta o estudante, justificando o achado pela riqueza de nutrientes (poluição) e boa iluminação na superfície. O professor também chama a atenção para a presença dos gêneros de cianobactérias potencialmente tóxicos, como Oscillatoria e Phormidium. "São algas que produzem toxinas potentes, como hepatoxinas e neurotoxinas, semelhantes às cianotoxinas do incidente em Caruaru, mas em escala menor", informa, referindo-se ao caso ocorrido em 1996, em uma clínica de hemodiálise de Caruaru, quando o reservatório foi contaminado pelas microalgas.

O grupo pretende dar sequência ao levantamento e, por enquanto, mantém um blog http://www.algasdocapibaribe.wordpress.com para que a população tenha acesso às informações. "Elas são uma diversidade escondida, costumo chamar de floresta invisível. Mas são muito importantes para o equilíbrio do meio ambiente", diz Travassos.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/07/28/urbana5_0.asp