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terça-feira, 23 de março de 2021

Jaboatão OFF-LINE


A trajetória dos professores depois de um ano de aulas remotas tem sido estressante, de superação e de extremo desafio para construir conhecimento diante de tudo isso que estamos vivendo. Porém, eu em específico, não tenho o meu sentimento de dever cumprido em relação ao processo de  ensino aprendizagem do ano de 2020 e isso também continua em 2021. O trabalho do professor é antes de tudo de comunicação, de trocar ideias para construção do conhecimento. Em Jaboatão, onde leciono, não tivemos esse contato remoto com os estudantes, que infelizmente estão imersos numa realidade de vulnerabilidade socioeconômica, mas depois de um ano a prefeitura não investiu R$1 para conectar nossos alunos ao conhecimento e continuam com modus operandi analógico off-line vergonhoso. Diante disso eu pergunto: 2021 será um ano analógico ou digital na educação jaboatonense?

sexta-feira, 13 de março de 2020

Aula sobre educação sexual

 É impressionante como a educação sexual ainda é um tabu em pleno século 21. Essa aula deu muito o que falar devido a ferramenta pedagógica ainda incomum utilizada. Mas de uma coisa tenho certeza, eles jamais esquecerão dessa aula e espero que levem esses conhecimentos para a vida, pois essa é a função do professor, sobretudo para uma comunidade em que as meninas (e os meninos) engravidam e tem filhos muito cedo com 14 e 15 em média. Além disso conhecer o próprio corpo e preserva-lo é de extrema importância, sobretudo numa época onde temos números alarmantes de casos de AIDS entre jovens no Brasil de 2020 onde outrora tínhamos números muito menores. Precisamos caminhar para frente, com uma educação que seja formadora de uma sociedade mais justa e saudável.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Quem serei?

Em um remoto final de janeiro prestes ao início do ano letivo de 2020, há uma retrograda pergunta que assombra milhões de jovens (e adultos): “Qual será a minha profissão?”. Penso de modo particular que a preocupação deveria ser maior sobre quem é esse jovem (ou adulto) ou apenas: “Quem sou eu?” Antes de responder a primeira pergunta aos muitos curiosos (que talvez o ame, outros nem tanto) questione a si mesmo a segunda pergunta, pois ao dar o mergulho interno surgirão pistas de tudo àquilo que poderá ser, ou talvez devesse ser. Assim em tempos cada vez mais voláteis uma pausa é necessária, a fim de evitar algumas decepções futuras. Presenteie-se com uma pausa que possibilite uma retomada interior e assim mergulhe apenas em si, seja um pouquinho ou muito egoísta dependo da situação em que se encontra, nem sempre filho de peixe será um peixinho, vai que você nem goste tanto de água e queira voar, e se quiser voar está tudo bem! É importante saber quem é você, porque na grande maioria dos vôos, o céu ora nublado ora limpo será somente seu. 


Regiane Costa

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Ciências da Educação

Educação é ciência, sala de aula é laboratório quem pensa contrário perdeu a razão, a noção, é notável...

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Pensamento docente #2

Ao longo da minha jornada enquanto professor no universo/dimensão escola, tenho observado como a sociedade tem jogado responsabilidades que não são da competência da escola em cima dessa instituição com grande carência de ajuda e respeito.
Muitos seguimentos da sociedade tem despejado no colo da escola e de seus profissionais responsabilidades como educação doméstica, gestão de conflitos, de apoio psicológico, de assistência social e as vezes até afeto parental, dentre outros. Muitos desses desafios e resposabilidades são supridos de alguma maneira por docentes e profissionais de educação como ferramentas pedagógicas e afetivas para desenvolver sua prática, porém isso jamais deverá ser cobrado a ele como uma obrigação do seu papel enquanto professor.

Pensamento docente #1

O importante no trabalho docente é refletir junto com os alunos o que as ideias, informações e pensamentos dos grandes autores contribuem para sua formação pessoal/profissional, desenvolvendo seu senso de auto formação, de protagonismo e autonomia acerca dos caminhos que percorrem.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Joinha Tricolor Professor!!!

Zapiando pelas redes sociais me deparo com essa imagem postada por Felipe (Mombojó) e compartilhado por China, que me causou surpresa e alegria ao ver (a imagem) e perceber a cidade tranquila no domingo de final de Pernambucano e pelo apoio da Torcida do Santa Cruz.

#Admirado
#FelizPeloSanta
#TorcedoresSábios
#ArtistasLigados
#SomosTodosProfessores


sábado, 2 de maio de 2015

Professores X Ignorância

Tenho lido muitas atrocidades na mídia de modo geral sobre os prpfessores de todo o país e venho observando que nossa luta não é apenas contra aspirantes a ditadores como Beto Richa (PR) e Paulo Câmara (PE) é também contra a ignorância da classe política (que se.finge de otária) e da parte da população que os apoia.
Apesar de muitos professores do país estarem de greve, fora de sala de aula, eles tem ensinado muito a população brasileira de que um país digno necessita de investimentos em educação a começar pela coluna vertebral da própria: o professor.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

‘Sala de aula invertida faz alunos virarem autores’

aspas
Por Jorgelina Tallei via porvir
Sempre pesquisei formas diferentes de trabalhar com os alunos e novas tecnologias para a sala de aula. No início do primeiro semestre de 2014, decidi pôr em prática a sala de aula invertida na disciplina Espanhol como Língua Adicional, na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu (PR).

A instituição tem alunos paraguaios, argentinos, bolivianos, peruanos e uruguaios, que contribuem muito para que o brasileiro aprenda espanhol. Na convivência do dia a dia, o aluno pode aprender novos costumes e culturas dentro da sala de aula.

Diário de InovaçõesCrédito: CurvaBezier/Fotolia.com

A nova experiência contou com a participação de turmas dos cursos de História da América Latina e de Antropologia e Diversidade Cultural, que fazem aulas de espanhol de quatro horas durante duas vezes na semana (estudantes de outras nacionalidades têm a mesma carga horária para o português). Como tempo era muito longo, os estudantes tinham dificuldade para se manter motivados, e a sala de aula invertida faz com que eles tenham que pesquisar e buscar novas ferramentas para o aprendizado, até porque devem escrever o trabalho de conclusão do curso na língua estrangeira.

A sala de aula invertida era a estratégia certa para que eles atuassem como autores, e não apenas como consumidores de tecnologia


Trabalhamos a pedagogia por projetos e a perspectiva do aluno, uma vez que, nas aulas, eles usavam diferentes tecnologias, como computadores, celulares e tablets. A sala de aula invertida era a estratégia certa para que eles atuassem como autores, e não apenas como consumidores de tecnologia. Além disso, a prática possibilita uma reflexão do uso do idioma tanto fora quanto dentro da classe, além de um trabalho a partir de uma reflexão crítica e de autonomia dos alunos.

Até aquele momento, os vídeos não eram utilizados na prática de língua adicional e nem havia registro de experiências neste sentido nas aulas. Usamos o YouTube para trabalhar os conteúdos e hospedar os vídeos que, tão logo publicados, eram compartilhados na página do Facebook. Na hora da revisão, quando não lembravam de uma palavra, eles sempre recorriam aos vídeos, porque é mais fácil associar palavras com as imagens.

De certa forma, esse trabalho ajudou alunos a: a) praticar língua estrangeira; b) revisar conteúdos já estudados em sala de aula; c) treinar a escrita em língua estrangeira; d) ampliar letramento digital; e) trabalhar em colaboração.

Ao terminar o curso, os alunos responderam a um questionário de avaliação em que dizem que a aula foi legal, mas que os vídeos precisam ser aprimorados. Já temos um projeto para trabalhar com designers e editores, mas levará um tempo.


Os vídeos produzidos pelos alunos podem ser encontrados na página Intercâmbio UNILA do Facebook, no blog Integrando las lenguas e noYouTube.

O professor e a notícia





Por Thais Paiva


Janaína Tokikata



O ensino está precário porque os professores de hoje são malformados, despreparados e ultrapassados. Quem nunca se deparou com esse discurso? Repetido em unanimidade pelos veículos de comunicação, esse enunciado contribui para a construção de uma imagem pejorativa do docente perante a sociedade e o culpa pelas deficiências do sistema de ensino. Além disso, a cobertura jornalística sobre educação feita no Brasil ignora temas mais complexos e o embate profundo de ideias.

É o que aponta o estudo “Quando o professor é notícia? Imagens de professor e imagens do jornalismo”, desenvolvido pela pesquisadora e jornalista Katia Zanvettor Ferreira como tese de doutorado para a Faculdade de Educação da USP. Na pesquisa, Katia investigou como notícias e reportagens da mídia brasileira interpretam e constroem uma representação do professor e de sua atuação. Segundo ela, foi possível observar uma predominância de discursos depreciativos, nos quais o principal argumento pró-qualidade do ensino aparece como a substituição dos professores atuantes.

“Os textos jornalísticos fazem uso de bandeiras legítimas e históricas da classe docente, como o reconhecimento de seu papel profissional, a valorização da carreira e aumento de salários, e as distorcem. Falam que a docência precisa ser valorizada, porém, não com os professores que temos, mas com outros mais qualificados, bem formados, jovens, que estão com garra para mudar as coisas. Em outras palavras, é uma valorização da carreira desvalorizando os profissionais que estão nela”, explica. Em contrapartida, há uma sobrevalorização do jornalista, que se coloca como um bom avaliador do professor. “A imprensa faz juízo de valor ainda que não seja essa a sua tarefa”, diz.

Para Sueli Cain, diretora acadêmica do grupo educacional Weducation, controlador, entre outros, dos colégios Mater Dei, Internacional Ítalo-Brasileiro e Internacional Vocacional Radial, o professor é retratado pela mídia como um profissional que até tem força de vontade, mas não possui formação adequada para exercer sua profissão. Assim, ele é causador em parte da deficiência educacional dos alunos. “Há projetos que valorizam o professor na mídia, porém são poucos. Geralmente, o professor é mostrado como profissional mal preparado, que não consegue manter o nível de suas aulas por excesso de trabalho e que, por esses motivos, ajuda a educação a ir à bancarrota”, diz.

Ao ignorar a realidade do complexo universo educacional brasileiro, a mídia reproduz um discurso preconceituoso, baseado no senso comum. É o que acredita Cibele Racy, diretora do EMEI Guia Lopes, em São Paulo: “Se é certo que a educação precisa se oxigenar, é certo também que não podemos descontextualizar a figura do professor ou atribuir-lhe o ônus de uma série de equívocos historicamente promovida pelas gestões públicas ou a ausência de políticas sérias que visem a valorização desses profissionais”.

Para a diretora, novelas e noticiários, entre outros produtos midiáticos, fazem um desenho daquilo que seria um bom ou mal profissional da educação. “Se, por um lado, as professoras primárias das novelas atribuem-se características angelicais e pouco profissionais, baseadas na ideia de que a professora seria uma segunda mãe ou aquela que trabalha por amor, por outro, os minutos dedicados à realidade desses profissionais dividem-se entre colocá-los como vítimas de um contexto hostil ou como protagonistas de distúrbios comportamentais bárbaros, criminalizando-os”, diz Cibele.

Valdir Heitor Barzotto, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo e cocoordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas, Produção Escrita e Psicanálise, destaca que outro chavão reproduzido pela imprensa é aquele que diz que os professores bons são aqueles que ganham bem e que foram trabalhar em outras coisas, pois só os ruins, que se sujeitam a trabalhar por salários baixos, permanecem na escola. “A gente tem tentado debater isso porque, afinal, não há nada que sustente essa tese. A mídia não procura um professor da escola básica para falar sobre assuntos sérios, é sempre para expô-lo como testemunha da baixa qualidade da escola”, afirma.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Produtividade Científica não representa qualidade

Voltando-me para o mundo acadêmico (uma dimensão paralela), sempre dou uma pequena passeada em alguns sites: o blog do Prof. Marcelo Sabbatini e o Pós-graduando são dois exemplos. Navegando pelo último, bem humorado, de grande utilidade e seriedade para quem se aventura pela pós-graduação me deparei com esse artigo sobre um assunto que sempre me intrigou/incomodou e esses caras sintetizaram algo próximo da minha opinião acerca do assunto. 

Deem uma lida no artigo, vale a pena 

A principal vitrine dos pesquisadores são as publicações de artigos científicos em periódicos. Isto posto, por muitos é considerado que o indivíduo que produz mais publicações obtém maior visibilidade. Este critério é de tanta influência que é adotado, como tópico de avaliação, na maioria do processos seletivos, inclusive em concursos públicos. Essas considerações induziram aos profissionais uma busca por um alto número de publicações.
Mas atenção! Essa filosofia pode ser equivocada, injusta ou até perigosa. A corrida pela alta produtividade, de certa forma, agregou aos artigos uma série de inconvenientes: a má conduta, principalmente o plágio, e a baixa qualidade, tanto na escrita quanto no conteúdo científico. Editores e revisores chamam cada vez mais atenção a essa infeliz realidade, inclusive à consequente e crescente rejeição dos textos submetidos.

Quantidade x Qualidade. Afinal, o que mede a relevância das produções de um pesquisador?

A medida da qualidade de um artigo científico

Textualmente falando, elegância, cronologia, objetividade, clareza e ética são alguns dos elementos chave de uma boa redação. É necessário que exista uma boa sincronia nas informações fornecidas, desde o título à conclusão. Uma outra importante característica é pessoalidade na escrita. Atualmente, é muito comum os escritores seguirem o “estereótipo da moda”, que não é exatamente um erro, mas uma armadilha. Como a maioria dos periódicos tem um modelo de publicação, os escritores devem ter cuidado e sabedoria para construir um texto que atenda ao padrão da revista, mas principalmente forneça um conteúdo rico, real e único ao leitor.

A relevância de um artigo científico é medida geralmente pelo fator de impacto do periódicos, multidisciplinaridade, o aspecto inovador e o número de citações. Este último associado ao número de publicações, gera o índice H, que é um dos principais utilizados pela comunidade científica para avaliar as produções de um pesquisador.

O Brasil no Ranking Mundial

Durante a década de 90, o Brasil publicava anualmente uma média de 8.000 artigos científicos. De acordo com os dados da scimago [1], em 1996 estava posicionado em 21º no ranking mundial. Diante deste cenário, o governo criou programas associados a altos investimentos, com o objetivo de fornecer suporte para a realização de pesquisas nos diversos ramos da ciência, tecnologia e inovação, afim de incentivar as produções dos pesquisadores, assim como gerar uma séries benefícios socioeconômicos à população. Et Voilá, deu certo! O número de publicações anuais cresceu gradativamente. Em 2013, foram publicados pelos pesquisadores brasileiros 59.111 artigos, posicionando nosso país no 13º, subindo assim 8 posições. Mas, infelizmente no índice H, o Brasil permanece desde 1996 até 2013 em 22º, isso significa dizer que apesar de o número de publicações ter aumentado, a relevância ou qualidade dos artigos não melhorou, mostrando aí uma disparidade na evolução da ciência no país. Existe uma série de fatores que influenciam esse efeito, sendo o principal é a própria conduta política e cultural, o tal “fazer pra mostra serviço”. Ciência não é, nem nunca será, uma receita de bolo,todos do meio devem tomar consciência que: Sim, Publicar é preciso! Mas é necessário respeitar o tempo necessário para a construção de um bom trabalho e ter bom senso na avaliação dos resultados. Considerando ainda que o estímulo parcerias significativas podem gerar boas publicações, uma vez que com a existência de autores multidisciplinares, a interpretação dos dados obtidos na pesquisas terão explicações muito mais fundamentadas.

[1] http://www.scimagojr.com/countryrank.php

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Fotografia como ferramenta de aprendizagem

Durante a segunda Mostra de Experiências das Escolas de Tempo Integral de Jaboatão dos Guararapes, ocorrido em novembro do ano passado, tivemos vários trabalhos interessantes, porém só um utilizando tecnologia no processo. A professora Cláudia da ETI Humberto Barradas apresentou um trabalho desenvolvido com o uso da fotografia onde os alunos fotografaram o entorno da comunidade na qual a escola etá inserida (Jaboatão Centro) identificando os seus problemas, muitos de caráter ambiental, onde os alunos puderam desenvolver um olhar diferente, utilizando apenas câmeras de telefones celulares. Depois eles foram instigados a fazerem modificações nas imagens com colagens para elevarem a localidade a um posto de lugar mais bonito, retirando ou amenizando os problemas ambientais, sociais e acerca do poder público.