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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

O professor e a notícia





Por Thais Paiva


Janaína Tokikata



O ensino está precário porque os professores de hoje são malformados, despreparados e ultrapassados. Quem nunca se deparou com esse discurso? Repetido em unanimidade pelos veículos de comunicação, esse enunciado contribui para a construção de uma imagem pejorativa do docente perante a sociedade e o culpa pelas deficiências do sistema de ensino. Além disso, a cobertura jornalística sobre educação feita no Brasil ignora temas mais complexos e o embate profundo de ideias.

É o que aponta o estudo “Quando o professor é notícia? Imagens de professor e imagens do jornalismo”, desenvolvido pela pesquisadora e jornalista Katia Zanvettor Ferreira como tese de doutorado para a Faculdade de Educação da USP. Na pesquisa, Katia investigou como notícias e reportagens da mídia brasileira interpretam e constroem uma representação do professor e de sua atuação. Segundo ela, foi possível observar uma predominância de discursos depreciativos, nos quais o principal argumento pró-qualidade do ensino aparece como a substituição dos professores atuantes.

“Os textos jornalísticos fazem uso de bandeiras legítimas e históricas da classe docente, como o reconhecimento de seu papel profissional, a valorização da carreira e aumento de salários, e as distorcem. Falam que a docência precisa ser valorizada, porém, não com os professores que temos, mas com outros mais qualificados, bem formados, jovens, que estão com garra para mudar as coisas. Em outras palavras, é uma valorização da carreira desvalorizando os profissionais que estão nela”, explica. Em contrapartida, há uma sobrevalorização do jornalista, que se coloca como um bom avaliador do professor. “A imprensa faz juízo de valor ainda que não seja essa a sua tarefa”, diz.

Para Sueli Cain, diretora acadêmica do grupo educacional Weducation, controlador, entre outros, dos colégios Mater Dei, Internacional Ítalo-Brasileiro e Internacional Vocacional Radial, o professor é retratado pela mídia como um profissional que até tem força de vontade, mas não possui formação adequada para exercer sua profissão. Assim, ele é causador em parte da deficiência educacional dos alunos. “Há projetos que valorizam o professor na mídia, porém são poucos. Geralmente, o professor é mostrado como profissional mal preparado, que não consegue manter o nível de suas aulas por excesso de trabalho e que, por esses motivos, ajuda a educação a ir à bancarrota”, diz.

Ao ignorar a realidade do complexo universo educacional brasileiro, a mídia reproduz um discurso preconceituoso, baseado no senso comum. É o que acredita Cibele Racy, diretora do EMEI Guia Lopes, em São Paulo: “Se é certo que a educação precisa se oxigenar, é certo também que não podemos descontextualizar a figura do professor ou atribuir-lhe o ônus de uma série de equívocos historicamente promovida pelas gestões públicas ou a ausência de políticas sérias que visem a valorização desses profissionais”.

Para a diretora, novelas e noticiários, entre outros produtos midiáticos, fazem um desenho daquilo que seria um bom ou mal profissional da educação. “Se, por um lado, as professoras primárias das novelas atribuem-se características angelicais e pouco profissionais, baseadas na ideia de que a professora seria uma segunda mãe ou aquela que trabalha por amor, por outro, os minutos dedicados à realidade desses profissionais dividem-se entre colocá-los como vítimas de um contexto hostil ou como protagonistas de distúrbios comportamentais bárbaros, criminalizando-os”, diz Cibele.

Valdir Heitor Barzotto, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo e cocoordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas, Produção Escrita e Psicanálise, destaca que outro chavão reproduzido pela imprensa é aquele que diz que os professores bons são aqueles que ganham bem e que foram trabalhar em outras coisas, pois só os ruins, que se sujeitam a trabalhar por salários baixos, permanecem na escola. “A gente tem tentado debater isso porque, afinal, não há nada que sustente essa tese. A mídia não procura um professor da escola básica para falar sobre assuntos sérios, é sempre para expô-lo como testemunha da baixa qualidade da escola”, afirma.

sábado, 15 de novembro de 2014

Formação de professores de ciências de Jaboatão

Na reta final das formações do ano de 2014 da prefeitura de Jaboatão as formadoras Mônica Coelho e Sueli Tavares me convidaram a fazer uma troca de experiências acerca do uso de tecnologias no ensino de ciências no mês de outubro.

Apesar das condições de infraestrutura física e organizacional das escolas do município estarem longe de serem ideais, discutir como trabalhar com tecnologias nas escolas voltadas para o ensino de ciências foi o meu principal objetivo, colocando de forma simples e apontado possibilidades financeiramente viáveis para a realidade da educação jaboatonense.

O feedback foi tão positivo diante dos meus colegas professores de ciências e das formadoras que em 2015 há a promessa de nós continuarmos com essa "conserva" em paralelo as atividades principais da formação que é a produção de material paradidático sobre o rio Jaboatão.

No SlideShare deixo o material trabalho na formação.



P.S.: a camisa rosa é devido as atividades do Outubro Rosa.













domingo, 19 de outubro de 2014

Incursão ao rio Jaboatão

Equipe Reunida na saída da Faculdade Metropolitana



Professor, Geógrafo e Fotógrafo Hildo

Professora Milena (Escola Bartolomeu de Gusmão)

Professora Cristina (Humberto Barradas)

Vegetação de galeria no rio Jaboatão (Engenho Moreno)


Plantas daninhas comuns ao longo do trecho estudado

Mata de galeria e macrófitas aquáticas





Aranha arbórea

Igreja na Usina Bulhões

Usina Bulhões




Córrego que corre para o Jaboatão

Macrófita aquática






Equipe de Professores na Usina Bulhões

Usina Bulhões

Mamona (Ricinus communis)

Usina Bulhões

Rio Jaboatão Usina Bulhões

Usina Bulhões

Professores Bruno, Sumara


Amostra de água do Rio Jaboatão (Usina Bulhões)

Locomotiva antiga (Usina Bulhões)

Resíduos sólidos doméstico


sábado, 19 de julho de 2014

O que querem os Professores?

Série de reportagem do Jornal da educação da revista Nova e Escola e Gestão Escolar da Editora Abril.
Os vídeos falam acerca da desvalorização do trabalho docente e de todas as dificuldades que ainda percalçam os professores do país, com o não cumprimento de leis como a LDB 9394/96 e Lei nº 11.738/2008. Assistam e compartilhem!!!




sábado, 24 de maio de 2014

Formação de professores de Ciências Jaboatão dos Guararapes

A prefeitura municipal de Jaboatão dos Guararapes junto a Secretaria Executiva de Educação desenvolve formações continuadas regulares a seus professores, pelo menos três vezes ao mês. As formadoras de Ciências Naturais M.ª Sueli Tavares de Souza Silva e Drª. Mônica Alves Coelho dos Santos vêm coordenando um trabalho de produção de materiais didáticos científicos escritos pelos professores da rede. Em 2011 foi lançado o primeiro livro paradidático "Conhecendo o nosso Ecossistema Costeiro: uma produção coletiva vivenciada pelos professores da rede de ensino de Jaboatão dos Guararapes" que tem como objetivo ser utilizado como ferramenta didático-pedagógica acerca desse ecossistema do nosso município.

Em 2014 o objetivo é continuar as produções agora com o foco no rio Jaboatão, patrimônio natural da cidade, onde será discutido aspectos socioambientais, históricos, econômico e acerca da biodiversidade com um olhar pedagógico-científico para a construção de um viés de investigação científica nos estudantes da rede. 

Profª. Sueli (a esquerda) e profª. Mônica


Equipe de professores de ciências da Escola Municipal Nossa Escola, Fernanda Alves (a esquerda) e Flávia Barbosa.