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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Período de andada do caranguejo-uçá.

Começa, nesta quinta-feira (22), mais um período de andada do caranguejo-uçá.



Neste período a cata, comercialização e o consumo são proibidos. É neste período que os caranguejos saem de suas tocas e andam pelo manguezal para acasalamento e liberação de ovos.

Denuncie a comercialização irregular pelo telefone (81) 3181-1700

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Cachorros entendem o que você diz

Pode desabafar à vontade. Seu cachorro vai conseguir entender toda sua fúria, desespero e até os gritos de felicidade.
É o que garantem cientistas da Universidade de Sussex, na Inglaterra.
Pesquisas antigas já haviam provado que os cães processam os sons de outros cachorros nos dois lados do cérebro.
Os ingleses queriam, então, saber se o mesmo acontece quando esses animais escutam vozes humanas – desconhecidas ou não.
Para isso, colocaram fones de ouvido nos cães e avaliaram a reação deles enquanto ouviam diferentes tipos de discursos.
“Os sons que entram em cada orelha vão, principalmente, para o hemisfério oposto do cérebro”, explica Victoria Ratcliffe, uma dos autoras da pesquisa.
“Se um hemisfério é mais especializado em processar certas informações nos sons, então aquelas informações serão percebidas como se viessem da orelha oposta”, conclui.


Portanto, se o cachorro se virasse para a esquerda, após ouvir a fala, isso provaria que o som pareceria ter vindo da esquerda (os dois fones estavam exatamente com o mesmo volume).
E isso seria um sinal de que a tal informação é processada no lado oposto, no hemisfério direito.
Os cachorros apresentaram alguns padrões. Sempre se viravam para a direita quando escutavam uma voz familiar, com frases bem conhecidas (do tipo, “quieto” ou “deita”).
Em outros casos, pareciam decodificar o som no lado direito, virando o corpo sempre para o lado contrário ao escutar o som.
Bem, isso tudo serviu para provar que o processo de compreensão da fala nos cães é bem parecido com o nosso – dividido em dois hemisférios.
E, segundo Ratcliffe, os resultados apoiam a ideia de que nossos cachorros estão prestando atenção “não apenas em quem somos e como dizemos as coisas, mas também no que estamos falando”. Óun, tão fofos!

Fonte: Exame

Biodiversidade e saúde


domingo, 5 de janeiro de 2014

Curiosidades sobre os golfinhos

Os golfinhos são animais extremamente populares e queridos por todos, mamíferos aquáticos do grupo dos cetáceos apresentando estrutura social complexa o que geralmente chama muita a atenção de pesquisadores e o público em geral. O Planctônico reuniu algumas curiosidades interessantes, e outras nem tanto, desses animais fantásticos.



Golfinhos evoluíram da terra para a água

Todo mundo faz na cabeça a imagem de evolução como peixes que se cansaram dos oceanos, criaram pseudo-pernas e se arrastaram para fora da água. Quando se pensa em evolução Pois os golfinhos fizeram justamente o caminho contrário. Há fortes indícios de que eles eram predadores em terra, que, enjoados da lentidão com que a gravidade os forçava a se locomover, foram migrando para a água. A base para essa teoria é o formato do embrião do golfinho, no qual é possível ver quatro membros querendo se definir. Os golfinhos, então, teriam passado a viver na água por cada vez mais tempo e os membros foram perdendo importância, o que caracterizou sua evolução. Coisa de umas dezenas de milhões de anos…

A Orca é um golfinho

As pessoas chamam a Orca de Baleia Assassina. Mas esse apelido é muito injusto. “Por quê?”, Perguntará você. “Porque ela não é assassina”? Não. É porque ela na verdade não é uma baleia, e sim um golfinho. O apelido é injusto com as pobres baleias. Agora, assassina a Orca realmente é por ser uma predadora voraz e por ocorrência de alguns incidentes com a mesma.

Golfinhos são altamente sexuais

O golfinho é um dos animais mais ativos sexualmente no mundo. Tirando os primatas, é o único que faz sexo apenas por prazer. Apesar de uma gestação levar de 12 a 17 meses (dependendo da espécie) eles podem muito bem fazer orgias, se engajar com quantas parceiras e – pasmem – parceiros que encontram pela frente. Sim, existe até homossexualismo entre os golfinhos. Alguns chegam até mais longe, usando brinquedos sexuais , tais como gravetos e ossos, para apimentar as relações.

Golfinhos são caçadores espertos

Não restam dúvidas de que o golfinho é um animal esperto. Eles são caçadores muito astutos  agindo em cooperação para caçar peixes. Um grupo pequeno de golfinhos consegue se posicionar bem de modo a encurralar facilmente centenas de peixes, garantindo uma refeição para todos do grupo.

Golfinhos podem ser treinados para a guerra

Existem histórias pouco divulgadas, durante a guerra fria, entre Estados Unidos e União Soviética. Uma delas, esquisitíssima, diz que os soviéticos venderam “golfinhos de combate” para o Irã. Felizmente, eles acabaram não sendo usados. Imagine só um bando exército de golfinhos atacando algum lugar!

Fonte: Hype Science

Quer saber mais sobre golfinhos? Aqui eu trago dois links com um material bem simples porém rico sobre golfinhos, aproveitem!!!

Tudo sobre golfinhos! - PDF

Os nosso amigos golfinhos - PDF

domingo, 10 de novembro de 2013

Aula prática de Biologia (Mollusca/Cephalopoda)

As aulas práticas de biologia, ou de qualquer outra disciplina, através da utilização de peças naturais, artificiais ou modelos digitais são ferramentas fantásticas para despertar o interesse dos alunos e contribui sobremaneira para com a aprendizagem do estudante.

Nessa aula sobre moluscos, mais precisamente sobre a classe Cephalopoda  o procedimento e os materiais são relativamente simples




Materiais:

  • Luvas de procedimento
  • Bisturi nº3
  • Uma bandeja
  • Material bibliográfico com imagens da anatomia dos animais
Procedimento

O objetivo dessa prática é observar a morfologia interna e externa de um polvo ou uma lula. Para isso será necessário fazer uma incisão com o bisturi, cortando o manto e revelando a massa visceral do molusco, para identificação e classificação de suas funções de maneira generalizada.

sábado, 28 de setembro de 2013

No Rastro da Bicharada!

Embora a natureza ofereça beleza e exuberância para todos os gostos, existe um grupo que com certeza atrai mais atenção e interesse dos observadores. A dificuldade de observação de mamíferos em seu habitat natural pode frustrar muitos espectadores e estudiosos mas algumas evidências de sua presença podem ser bem interessantes e passíveis de apreciação e registro, como restos de alimentação, fezes (sim! Fezes!), cheiro, marcações mecânicas (como escavações, arranhadores) e principalmente... pegadas!

Para um biólogo de campo é uma felicidade imensa encontrar uma pegada fresquinha, bem desenhada e profunda! A primeira coisa que pensamos em fazer é fotografa-la para poder identificar quem foi o visitante. As pegadas podem ser observadas em trilhas comuns, pois muitos desses animais são noturnos e utilizam as trilhas para buscar alimento ou apenas se deslocar de um lugar para outro. É preciso que o solo seja fino e esteja úmido para que as pegadas fiquem perfeitas, mas mesmo sem as condições ideais podemos observar alguns rastros. Uma boa dica é procurar por cursos d´água, que os animais costumam utilizar para saciar a sede. A posição em que eles ficam para tomar água e a consistência do solo favorecem o “imprint” das pegadas!

Aqui tem alguns exemplos de fotografias de rastros, tiradas por mim em laboratório ou no campo mesmo. É importante sempre que possível, colocarmos alguma referência ao lado da marca para facilitar a identificação por tamanho:
Pata posterior de Ratão-do-Banhado (Myocastor coypus) avistada na Serra do Japi, em Jundiaí-SP. Usei como referência um gancho herpetológico, usado para retirar serpentes que caem nas armadilhas por engano.


Pegadas de Jaguatirica (Leopardus pardalis) reproduzidas na areia em laboratório.


Molde em gesso da pata dianteira de Mão-pelada (Procyon cancrivorus).


Atividade em laboratório mostrando outra técnica de captura de pegadas. Utilizamos uma folha de transparência e canetas de retroprojetor. Pode ser feito com papel transparente e canetinhas com ponta macias.

Depois de feito o registro, precisamos identificar a qual espécie ou grupo ela pertence. Para isso existem alguns guias de campo com ilustrações e descrições das pegadas. Para quem se interessa, um guia muito legal é o “Rastos de Mamíferos Silvestres Brasileiros – Um Guia de Campo” dos biólogos Marlise Becker e Julio Dalponte. Mas existem outras opções nas livrarias ou internet.



Detalhe do guia de pegadas e capa. 


Que tal na próxima trilha tentar identificar os animais que passaram por ali? Câmera, papel e caneta na mão e boa sorte!



Até a próxima!

Colaboradora do Planctônico

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Uma palavrinha sobre Defaunação : vamos falar de mamíferos?

Quando tratamos de alterações no ecossistema encontramos muitos termos para definir exatamente o assunto tratado. Por exemplo, quando falamos da supressão (retirada) da cobertura vegetal de um local, utilizamos a palavra Desmatamento que significa o ato ou efeito de desmatar, de tirar a mata. Seguindo a mesma lógica, para falar sobre a retirada ou extinção – mesmo que local! – de animais, utilizamos o termo Defaunação, uma vez que a Fauna engloba as espécies animais de determinada região.

Muitos estudos tem sido realizados de forma inédita, tendo a defaunação como foco principal e mostrando que a ausência de mamíferos, especificamente, pode ter muito mais impacto do que se imaginava!

Os mamíferos por muito tempo foram considerados espécies “Guarda-chuva” em projetos de conservação, ou seja, as carinhas bonitas pelas quais as pessoas se apaixonam e resolvem de alguma forma ajudar os projetos que carregam suas imagens como emblema. Mas diferente do que se pensava, grandes mamíferos como primatas, ungulados e grandes roedores podem sim ter papéis extremamente importantes na dinâmica de florestas, além de funções ecológicas muito bem definidas. Grandes primatas são responsáveis por dispersar sementes de várias espécies vegetais, pois o longo do dia cobrem uma área de floresta extensa, caminhando com o grupo e se alimentando em locais diferentes. Isso influencia, por exemplo, no nascimento e sucesso de crescimento das Plântulas, indivíduos jovens da vegetação.

E não é só a vegetação que pode sofrer com a extinção local de mamíferos! Algumas espécies de insetos, como os besouros coprófagos (nossos conhecidíssimos “rola-bosta”), dependem diretamente da presença de fezes de mamíferos para utilizá-las como ninho e alimento.

E aí, já sabiam o que era Defaunação? O que acharam do termo?

 Qualquer dúvida, me escrevam! kk.piccinini@gmail.com

Até a próxima!

Colaboradora do Planctônico

domingo, 18 de agosto de 2013

Timbú

O Timbú pode chegar a 70cm, tem uma uma cabeça volumosa, focinho comprido e pontiagudo,e bigodes longos; as orelhas são grandes,nuas e membranosas. a cauda é comprida e preênsil,coberta de pele grossa e nua,a exceção da base que é peluda. Sob a cauda possuem glândulas que produzem uma substância de cheiro característico. É um animal terrestre,mas capaz de subir em árvores,nas quais procura os ocos para fazer seus ninhos. Têm hábitos noturnos e solitários. É classificado como uma espécie frugívora-onivora quanto a dieta se alimentando desde pequenos vertebrados,frutos,ovos e aves chegando a atacar aves de criação. Apresentam uma bolsa(marsúpio) circundando as tetas no abdome. São agressivos quando incomodados e,para enfrentar os inimigos mostram os dentes e exalam um cheiro desagradável. Algumas vezes fingem-se de mortos para se defender. 

O Gambá-de-orelha-branca como também é conhecido, é predominante no país inteiro, do norte ao sul. Consegue sobreviver em diferentes ecossistemas, encontramos essa espécie tanto no cerrado, como na caatinga, como nos banhados ou no pantanal, também é adaptável a vida urbana. Esta espécie é mais conhecida como timbu ou cassaco, em alguns locais também é conhecido como mucura, sarigué, sariguê, saruê, sarigueia e micurê. Não diferente dos outros tipos de gambá, esta espécie também emite o líquido fétido das glândulas de auxílio, porém só faz esse uso caso sinta-se em perigo, exato, este sistema serve como defesa, porém também é utilizado no período do “cio”, para conseguir chamar atenção do macho. Existem duas subespécies desta espécie, a Didelphis imperfecta e a Didelphis pernigra, mais encontradas na Guiana e nos Andes. Este animal possui uma bolsa no ventre onde ficam as mamas e lá seus filhotes vivem boa parte de seu desenvolvimento primário. Na zona urbana não são encontradas muitas espécies, pois são quase sempre atropelados porque tem a visão totalmente ofuscada pela luz dos carros e também pelo fato que não conseguem se locomover com velocidade. Esses animais possuem um tamanho de aproximadamente de quarenta a cinquenta centímetros de largura, não contanto, é claro, com a cauda que chega a medir até quarenta centímetros também. Seu corpo é semelhante a um rato, possui patas pequenas, curtas e com cinco dedos. Esses animais podem se reproduzir aproximadamente quatro vezes ao ano, nascem aproximadamente dez a trinta filhotes por gestação. O tempo de gestação é curto, dura cerca de duas semanas. Nascem ainda embriões muito pequenos (mais ou menos um centímetro e duas gramas) e vão para o marsúpio na bolsa localizada no ventre da mãe, lá vivem cerca de cinco meses e mesmo depois de “prontos” são transportados neste local por sua mãe. A fêmea possui de dez a quatorze mamas para alimentar seus filhotes. É justamente devido à presença do marsúpio que os gambás receberam este nome. A origem da palavra é da língua tupi-guarani, onde “gã´bá” ou “guaambá” significa seio oco ou ventre aberto, referindo-se ao marsúpio onde os filhotes ficam até tornarem-se capazes de sobreviver longe dos cuidados da mãe. Os didelfídeos (do latim Di = duplo e Delphos = ventre), como o próprio nome indica, possuem uma gestação dividida em duas fases, onde uma etapa ocorre no útero do animal, seguida pela fase final que transcorre no marsúpio.

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA:
REINO: Animalia
FILO: Chordata
SUBFILO: Vertebrata
SUPERCLASSE:Tetrapoda
CLASSE: Mammalia
SUBCLASSE: Theria
INFRACLASSE: Metatheria
ORDEM: Marsupialia
FAMÍLIA: Didelphidae
GÊNERO: Didelphis
ESPÉCIE: Didelphis albiventer Linnaeus,1758


domingo, 11 de agosto de 2013

Pai animal

Pai que cuida, pai que gera e pai que divide. 


Curiosidades sobre os pais mais dedicados do reino animal!!

Pinguim-imperador: O macho da espécie Aptenodytes forsteri cuida do único ovo colocado pela fêmea entre o período de maio e junho. Após colocar o ovo, a fêmea o abandona imediatamente para passar o inverno no mar. O ovo é incubado pelo macho durante cerca de 65 dias, que correspondem ao inverno antártico. Eles nunca abandonam o ovo e sobrevivem à base da camada de gordura acumulada durante o verão. A fêmea substitui o macho apenas quando regressa no princípio da primavera. Se a cria choca antes do regresso da mãe, o macho do pinguim-imperador alimenta o filho com secreções de uma glândula especial existente no seu esôfago.

Cavalo-marinho: A reprodução desse peixe é fora do comum, pois é o macho da espécie que gera os filhotes. A fêmea, no momento da cópula, transfere os ovos de sua bolsa incubadora para dentro da bolsa incubadora do macho. Esta bolsa fica na região ventral da cauda. A gestação dura dois meses, geralmente na primavera. No momento do nascimento, os ovos eclodem dentro da bolsa incubadora e o macho se contorce para expelir, em média, 500 filhotes por gestação.

Sagui: As fêmeas desta espécie normalmente têm dois filhotes a cada gestação. O macho sempre carrega um dos filhos, enquanto a fêmea carrega o outro. Os bebês só trocam de colo na hora de mamar. O macho permanece carregando o filhote até que ele crie habilidades para se movimentar sozinho entre as árvores.

Foto Sagui/reprodução: Luis A. Florit

Foto Cavalo-marinho/reprodução: Lazaro Ruda

Foto Pinguim-imperador: autor desconhecido




Fonte: Biologia

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Minicurso gratuito e aberto ao público ensina a se prevenir de escorpião

Destruição dos habitats naturais, lixo acumulado em locais indevidos e umidade são alguns dos fatores determinantes para o aparecimento de animais peçonhentos, nos meios urbanos, como o escorpião. E quando surgem, causam verdadeiro temor entre os moradores por receio da picada e reações que o veneno provoca. Por isso, é importante tomar alguns cuidados no dia a dia para evitar que esses bichos não apareçam de surpresa e causam danos à família. (Confira abaixo).

Para garantir a proteção e segurança no lar, a Faculdade dos Guararapes (FG) – integrante da rede internacional de universidades Laureate – realiza quinta-feira (08) um minicurso gratuito e aberto ao público sobre o assunto. O tema será discutido pelo biólogo, técnico agrícola e com especialização em microbiologia e professor da FG, Flávio Félix. Realizado pelo curso de Ciências Biológicas, o evento acontece das 14h às 18h, no auditório da instituição de ensino. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link: http://goo.gl/q6I0GJ. Informações pelo telefone: 3461.5555.

Noturno

De acordo com o biólogo, o escorpião tem hábitos noturnos, gosta de sombra e pode passar até um ano sem se alimentar. Além de esgotos, restos de construção, que geralmente tem sombra e alimento (insetos), eles também preferem ambientes secos como sapatos e guarda-roupa. “Quando chove, entra água em seu habitat, então eles acabam procurando outro abrigo e aí costumam ir para as casas, onde é seco e tem alimento”, informa o professor da FG. Flávio disse que, como normalmente os produtos vendidos em supermercados como sprays, naftalinas e desodorizadores de ambiente não combatem o escorpião, a saída é prevenir.

# Confira algumas dicas:

-Manter quintais limpos, sem lixo, folhas ou mato alto. É importante ter plantas e um jardim, mas é preciso fazer a manutenção;

-Limpar a casa e não deixar migalhas de alimentos, que atraem insetos e, possivelmente, escorpiões;

-Evitar acumular lixo em casa e principalmente em terrenos baldios;

-Restos de construção é um ambiente propício para atrair insetos e, consequentemente, escorpião;

-Manter ralos fechados, pois são a porta de entrada ou saída mais utilizada pelos escorpiões;

-Bater o sapato antes de calçá-los;

-Ao dormir, verifique a cama e sacuda os lençois;

-Observe os cantinhos do sofá antes de se acomodar.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Caramujo Gigante Africano (Achatina fulica)

Achatina fulica é uma espécie de molusco tropical, originária da África, cuja diferenciação provavelmente se deu entre as regiões oeste e central deste continente, às margens das florestas.


Esse animal pode pesar 200 gramas, e medir cerca de 10 centímetros de comprimento e 20 de altura. Sua concha é escura, com manchas claras, alongada e cônica. Além disso, sua borda é cortante. Foi introduzido ilegalmente em nosso país na década de 80, no Paraná, com o intuito de substituir o escargot, uma vez que sua massa é maior que a destes animais. Levado para outras regiões do Brasil, tal espécie acabou não sendo bem-aceita entre os consumidores, e também proibida pelo IBAMA, fazendo com que muitos donos de criadouros, displicentemente, liberassem seus representantes na natureza, sem tomar as devidas providências.



Sem predadores naturais, tal fator, aliado à resistência e excelente capacidade de procriação desse animal, permitiram com que esse caramujo se adaptasse bem a diversos ambientes, sendo hoje encontrado em 23 estados. Só para se ter uma ideia, em um único ano, o mesmo indivíduo é capaz de dar origem a aproximadamente 300 crias.

Além de destruírem plantas nativas e cultivadas, alimentando-se vorazmente de qualquer tipo de vegetação, e competir com espécies nativas – inclusive alimentando-se de outros caramujos; tais animais são hospedeiros de duas espécies de vermes capazes de provocar doenças sérias. Felizmente, não foram registrados casos em que essa doença, em nosso país, tenha sido transmitida pelo caramujo-gigante.

São elas:

- Angiostrongylus costaricensis: responsável pela angiostrongilose abdominal, doença que provoca perfuração intestinal, de sintomas semelhantes aos da apendicite;

- Angiostrongylus cantonensis: responsável pela angiostrongilíase meningoencefálica, de sintomas variáveis, mas muitas vezes fatal.

Tanto uma quanto outra ocorrem pela ingestão do parasita, seja pelo manuseio dos caramujos, ou ingestão destes animais sem prévio cozimento, ou de alimentos contaminados por seu muco, como hortaliças e verduras. Assim, é importante o uso de luvas ou sacolas de plástico ao manipular os caramujos, cozer antes se comer a sua carne, e desinfeccionar itens alimentares, lavando-os e deixando-os de molho de quinze minutos a meia hora, em aproximadamente uma colher de água sanitária para um litro de água.

Quanto ao controle desse molusco, indica-se a catação manual dos indivíduos e de seus ovos, colocando-os em dois sacos plásticos, com a posterior quebra de suas conchas antes de eliminá-los. Isso porque tais estruturas podem acumular água, sendo um criadouro em potencial para os ovos do Aedes aegypti. Depois, recomenda-se a aplicação de cal virgem sobre os caramujos quebrados, e o posterior enterramento, em local longe de lençóis freáticos, cisternas ou poços artesianos.

Saiba Mais:

http://www.scielo.br/pdf/bn/v5n1/v5n1a13.pdf

http://journal.ufsc.br/index.php/biotemas/article/view/20783/18878

http://www.scielo.br/pdf/rsp/v35n6/7072.pdf


Fonte: Brasil Escola





segunda-feira, 1 de outubro de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Biologia dos Escorpiões

Tityus serrulatus

Tityus stigmurus


De modo geral, o corpo dos escorpiões é separado em duas regiões: o prosoma (cefalotórax) e o opistosoma (abdome). O prosoma é coberto dorsalmente por uma carapaça. Parcialmente abaixo dessa carapaça, posiciona-se um par de quelícera responsável por rasgar e dilacerar a presa. Acima da carapaça existem 5 pares de olhos. O primeiro par, grande e primitivo, possui capacidade de percepção da presença ou ausência da luz. Os demais pares provavelmente regulam o relógio biológico do animal. Além disso, na região do prosoma há 4 pares de patas e um par de pedipalpos.

Estes servem para capturar, conter e esmagar a presa, além disso, podem dar proteção contra um predador. Já o opistosoma é composto pelo mesosoma (pré-abdome) e metasoma (pós-abdome). O mesosoma apresenta dorsalmente 7 segmentos (Tergitos) e ventralmente 5 segmentos (Esternitos). Por sua vez, o metasoma erroneamente denominado de cauda, possuí 5 segmentos arredondados e o Telson. O Telson é composto de uma vesícula com duas glândulas de veneno e um ferrão (aguilhão) que serve para inocular o veneno na presa.

O veneno do escorpião, cuja principal função é imobilizar um animal e, secundariamente, auxiliar na defesa contra um predador, contém um complexo químico composto principalmente de neurotoxinas que agem no sistema nervoso e causam dor e aumento da pulsação cardíaca. Em alguns casos, a toxicidade desse veneno pode ser comparada com o volume dos pedipalpos, ou seja, quanto mais robusto os pedipalpos do animal, menos poderoso é o seu veneno e vice-versa.

sábado, 8 de outubro de 2011

Lista de exercícios Zoologia - 2º ano - PDF

Segue a lista de exercícios para a turma do 2º ano do Espaço Educacional Alternativo para ser entregue no dia 21 de outubro impresso. Vale uma pontuação para a IV unidade.







terça-feira, 13 de setembro de 2011

Pinguins


Aptenodytes forsteri

Características
Pingüim, nome comum de qualquer uma das diversas aves aquáticas não-voadoras do hemisfério sul, que recebem também o nome de pássaros-bobos. Em sua maior parte, vivem na Antártida e em algumas ilhas subantárticas da Nova Zelândia. Mas podem viver em regiões situadas no sul da África, Austrália e América do Sul. A maioria dos pingüins tem o peito branco e o dorso e a cabeça negros.
Devido ao fato de suas patas estarem colocadas muito para trás, assumem uma posição ereta quando estão em terra. Em cada pata existem quatro dedos, três dos quais unidos por uma membrana. A plumagem é densa, lisa e gordurosa, sabem também escapar depressa de seus principais inimigos - tubarões, baleias e, sobretudo, as focas-leopardo. Pesam de 15 a 35 kg e podem viver de 30 a 35 anos.

Reprodução
Em certa época do ano, os pingüins dirigem-se à terra (plataforma de rocha ou gelo), para depositar os ovos. A fêmea deposita um ovo, raramente dois. A forma do ninho varia, segundo a espécie do pingüim: alguns cavam uma pequena fossa, outros constroem os ninhos com pedras e há aqueles que colocam o ovo sobre as pregas da pele sobre os pés.
Entre os casais de pingüins existe a fidelidade, e o divórcio acontece somente em 25% dos casos, a causa de tanta separação é devido à má reprodução.

Vida na água
Na água do mar, estão sempre fazendo muito barulho e sempre reunidos em grupos numerosíssimos. Realizam todas as funções vitais, mesmo dormir. Flutuam facilmente graças a grande quantidade de gordura e nadam com rapidez, usando apenas as nadadeiras, servindo as patas como leme. São muito especializados para o mergulho; suas asas rígidas assemelham-se às aletas de outros vertebrados nadadores. São capazes de deslocar-se a uma velocidade de 40 km/h. Costumam passar a maior parte do tempo na água, nadando com a ajuda das asas. Podem ser vistas, embora raramente, nas praias do Rio de Janeiro e Cabo Frio, para onde são levadas pelas correntes marítimas.

Alimentação
Eles são ativos e rápidos para alcançar suas presas, o bico é robusto e comprido, adaptado a apanhar e reter crustáceos, moluscos, peixinhos, sépias e outros animais marinhos de pequeno porte, sua alimentação preferida.


Spheniscus demersus

Mansos
São muito mansos e só agridem o homem quando ele se aproxima demais do lugar onde foram postos os ovos e onde são criados os filhotes. São divertidos, simpáticos e curiosos. Se capturados ainda jovens, são facilmente domesticados, podendo até afeiçoar-se a quem os trata.

Gestação e filhotes
O período de incubação dura de 5 a 6 semanas - os pais se revezam na busca do alimento, para que o ovo nunca fique abandonado. Nas primeiras semanas de vida, o pingüim comerá alimentos que os pais já digeriram e ficará sobre a guarda permanente de um ou outro, protegido dos demais pingüins e aves como a gaivota. Quando adquire o tamanho do pai, a penugem é substituída por penas, sinal que é tempo de aprender a nadar, e é tempo de abandonar o local e voltar ao mar, onde permanecerão (por vários meses) até recomeçar o ciclo.
Pingüim-imperador

Pingüim-Imperador e Pingüim-Rei
As maiores espécies são o pingüim-imperador (Aptenodytes forsteri), que pode alcançar altura superior a 1,2 m, e depositam seus ovos (somente um ovo) nos meses mais frios (Julho e Setembro), sob tormentas de neve, ventos gelados e temperatura de 50 ou 60 graus abaixo de zero.

O pingüim-rei (Aptenodytes patagonica), que chega a medir entre 90 cm e 1 m, reproduzem-se no verão polar (de Outubro a Março).
Tanto o pingüim-imperador como o pingüim-rei, incubam o ovo aos pés, cobertos por uma dobra de pele entre as pernas, e as crias permanecem sob estas dobras protetoras por um breve tempo, apenas o suficiente para que consigam regular sua temperatura corporal. Ambos caracterizam-se por apresentar grandes manchas alaranjadas ou amarelas nos lados do pescoço.

Pingüim-de-Barbicha
O nome pingüim-de-barbicha dado aos Pygoscelis antarctica, deriva de uma faixa preta que possuem no queixo. Em caso de perigo ele foge sempre para a terra, mesmo que o perigo venha daí, e busca os pontos mais altos do terreno. Quando pressente que seus dias estão chegando ao fim, ele atinge o máximo de lugares altos como colinas, onde ficarão aguardando o próprio fim. Seu habitat preferido fica na Geórgia do Sul, na Antártida.


Pygoscelis antarctica

Pingüim-De-Olho-Amarelo
O pingüim-de-olho-amarelo (Megadyptes antipodes) vive nas ilhas ao sul da Nova Zelândia. Embora conhecido como "grão-pingüim", tem dimensões médias (75 cm).
Spheniscus demersus
O Spheniscus demersus é representante da espécie mais comum de pingüins, adapta-se aos climas mais temperados, parte da África e, às vezes, até Angola.
Spheniscus magellanicus
Spheniscus magellanicus alcança o litoral do Rio de Janeiro, indo até Cabo Frio. É a espécie mais comum de nossos zoológicos e é encontrada nas praias do litoral sul.


Eudyptes chrysolophus

Classificação científica
Reino - Animal
Sub-reino - Metazoa (metazoários)
Filo - Chordata (cordados)
Subfilo - Vertebrata (vertebrados)
Classe - Aves
Ordem - Sphenisciformes (esfenisciformes)
Gêneros e Espécies - vários

Fonte: http://www.webciencia.com/14_pinguim.htm