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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Produtividade Científica não representa qualidade

Voltando-me para o mundo acadêmico (uma dimensão paralela), sempre dou uma pequena passeada em alguns sites: o blog do Prof. Marcelo Sabbatini e o Pós-graduando são dois exemplos. Navegando pelo último, bem humorado, de grande utilidade e seriedade para quem se aventura pela pós-graduação me deparei com esse artigo sobre um assunto que sempre me intrigou/incomodou e esses caras sintetizaram algo próximo da minha opinião acerca do assunto. 

Deem uma lida no artigo, vale a pena 

A principal vitrine dos pesquisadores são as publicações de artigos científicos em periódicos. Isto posto, por muitos é considerado que o indivíduo que produz mais publicações obtém maior visibilidade. Este critério é de tanta influência que é adotado, como tópico de avaliação, na maioria do processos seletivos, inclusive em concursos públicos. Essas considerações induziram aos profissionais uma busca por um alto número de publicações.
Mas atenção! Essa filosofia pode ser equivocada, injusta ou até perigosa. A corrida pela alta produtividade, de certa forma, agregou aos artigos uma série de inconvenientes: a má conduta, principalmente o plágio, e a baixa qualidade, tanto na escrita quanto no conteúdo científico. Editores e revisores chamam cada vez mais atenção a essa infeliz realidade, inclusive à consequente e crescente rejeição dos textos submetidos.

Quantidade x Qualidade. Afinal, o que mede a relevância das produções de um pesquisador?

A medida da qualidade de um artigo científico

Textualmente falando, elegância, cronologia, objetividade, clareza e ética são alguns dos elementos chave de uma boa redação. É necessário que exista uma boa sincronia nas informações fornecidas, desde o título à conclusão. Uma outra importante característica é pessoalidade na escrita. Atualmente, é muito comum os escritores seguirem o “estereótipo da moda”, que não é exatamente um erro, mas uma armadilha. Como a maioria dos periódicos tem um modelo de publicação, os escritores devem ter cuidado e sabedoria para construir um texto que atenda ao padrão da revista, mas principalmente forneça um conteúdo rico, real e único ao leitor.

A relevância de um artigo científico é medida geralmente pelo fator de impacto do periódicos, multidisciplinaridade, o aspecto inovador e o número de citações. Este último associado ao número de publicações, gera o índice H, que é um dos principais utilizados pela comunidade científica para avaliar as produções de um pesquisador.

O Brasil no Ranking Mundial

Durante a década de 90, o Brasil publicava anualmente uma média de 8.000 artigos científicos. De acordo com os dados da scimago [1], em 1996 estava posicionado em 21º no ranking mundial. Diante deste cenário, o governo criou programas associados a altos investimentos, com o objetivo de fornecer suporte para a realização de pesquisas nos diversos ramos da ciência, tecnologia e inovação, afim de incentivar as produções dos pesquisadores, assim como gerar uma séries benefícios socioeconômicos à população. Et Voilá, deu certo! O número de publicações anuais cresceu gradativamente. Em 2013, foram publicados pelos pesquisadores brasileiros 59.111 artigos, posicionando nosso país no 13º, subindo assim 8 posições. Mas, infelizmente no índice H, o Brasil permanece desde 1996 até 2013 em 22º, isso significa dizer que apesar de o número de publicações ter aumentado, a relevância ou qualidade dos artigos não melhorou, mostrando aí uma disparidade na evolução da ciência no país. Existe uma série de fatores que influenciam esse efeito, sendo o principal é a própria conduta política e cultural, o tal “fazer pra mostra serviço”. Ciência não é, nem nunca será, uma receita de bolo,todos do meio devem tomar consciência que: Sim, Publicar é preciso! Mas é necessário respeitar o tempo necessário para a construção de um bom trabalho e ter bom senso na avaliação dos resultados. Considerando ainda que o estímulo parcerias significativas podem gerar boas publicações, uma vez que com a existência de autores multidisciplinares, a interpretação dos dados obtidos na pesquisas terão explicações muito mais fundamentadas.

[1] http://www.scimagojr.com/countryrank.php

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Terminei a graduação, e agora? Que venha a pós-graduação!

É uma pergunta ao mesmo tempo fácil e difícil de ser respondida. Depois de terminada a suada graduação há uma procura natural por uma colocação no mercado, há busca por um bom emprego. Quem já possui certa visão de mercado, geralmente busca fazer uma pós-graduação, ou especialização (lato sensu), mestrado ou doutorado (stricto senso), mas qual será a melhor opção e quando optar por elas?

A especialização é uma ótima pedida para quem já está trabalhando em uma dada área e quer se aprimorar, se diferenciar na empresa ou instituição que trabalha para galgar novos degraus na carreira, ou quem está pensando em mudar de área de atuação visando uma mudança nos parâmetros do mercado.

Muitas pessoas pensam que depois da especialização o próximo passo é fazer o mestrado. Não necessariamente muitos estudantes saem da graduação já pensando em fazer um mestrado, se você for aceito no programa de pós-graduação pode até fazer o doutorado dependendo da universidade escolhida.

Existem dois tipos de mestrado, o acadêmico e o profissional. O acadêmico, que é geralmente oferecido pelas universidades sem muito enfoque para o mercado e o profissional que visa uma melhor qualificação para o mercado de trabalho. Em qualquer um dos casos durante os processos seletivos a produção (artigos, cursos, extensão, projetos de pesquisa) e a experiência profissional contam pontos positivos para o candidato. Porém, não basta ter artigos publicados, trabalhos apresentados em congressos (muitas vezes realizados na graduação) se não tiver uma boa ideia de pesquisa para propor ao programa levando em considerações as linhas de pesquisa, até por que o objetivo do mestrado e doutorado é formar pesquisadores de determinada área do conhecimento, se produz conhecimento através da pesquisa realizada na universidade.

A pós-graduação é um passo importante para quem quer se manter preparado para as demandas de mercado seja ela lato ou stricto senso o importante é continuar estudando se aperfeiçoando para ser um profissional cada vez mais qualificado.

Ficou com alguma dúvida? ou quer se aprofundar um pouco mais no assunto? Eu recomendo o site Pós-Graduando quem traz notícias e informações importantes para os iniciantes e iniciados de forma simples e bem humorada.