sexta-feira, 4 de maio de 2012

Microalgas podem ser alternativa para biodiesel


Elas recebem o nome de micro, mas possuem uma possibilidade macro de se transformarem em uma alternativa na geração de energia limpa para o Brasil e, principalmente, o Rio Grande do Norte. O potencial energético das microalgas é o tema do Simpósio Brasileiro que se iniciou ontem, em Natal, e que pretende discutir os avanços nas pesquisas e as chances desses vegetais unicelulares serem utilizados como fonte de produção de biodiesel.

De acordo com o coordenador da área de aquicultura da Emparn, Ezequias Viana de Moura, a produção potiguar de microalgas  já é a maior do País, porém é utilizada quase exclusivamente como fonte de alimento para a carcinicultura. O objetivo agora é comprovar a viabilidade dessas algas unicelulares na produção de combustível limpo, algo que será buscado a partir de novembro, em um estudo previsto para durar três anos e que será realizado pela Emparn, em parceria com a UFRN e com patrocínio da Petrobras, no Centro Tecnológico de Aquicultura, em Extremoz.

O desafio é grande, uma vez que não basta mostrar que a produção de biodiesel a partir de microalgas é viável. É preciso chegar a números que assegurem a competitividade econômica dessa alternativa frente a outros combustíveis. As perspectivas, no entanto, também são animadoras. “A grande qualidade delas é que permitem que se trabalhe em áreas que não competem com a agricultura tradicional.”

Há possibilidade de se trabalhar em tanques próximos a estuários; usando qualquer tipo de água: salgada, doce, ou mesmo salobra; aproveitando efluentes de outras atividades, inclusive da carcinicultura; e extraindo nutrientes até mesmo do lodo proveniente de esgoto urbano. Esse leque de opções se soma aos benefícios ambientais, pois as microalgas também são grandes fixadoras de gás carbônico, ou seja, podem reduzir a quantidade de CO2 na atmosfera, combatendo fenômenos como o efeito estufa, ao atuar como verdadeiros filtros naturais do ar.

O problema a ser solucionado é o alto custo de produção das microalgas. “Para servir de alimento ao camarão, a produção já se desenvolveu, toda tecnologia está dominada e é totalmente viável. Não é barato, pois as microalgas necessitam de ambientes totalmente controlados, mas o preço do camarão justifica, pois é um produto que agrega bastante valor”, explica Ezequias Viana.

Segundo ele, o objetivo agora é descobrir como adaptar, ou melhorar essa tecnologia, de forma a compensar a produção de biodiesel. “O grande desafio é esse, porque hoje já há condições perfeitas de se produzir biodiesel a partir de microalgas, mas a questão é o custo, pois precisa se tornar viável. A tecnologia é em boa parte importada e ainda não dá garantia que a produção de óleo tenha a rentabilidade necessária”.

Fonte: Biodiesel BR

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Genética sintética

O desenvolvimento da Engenharia Genética faz parte do nosso cotidiano, por exemplo, o óleo de soja transgênica vendida e consumida facilmente em nosso pais. Uma das minhas alunas da Bio MaisElizabeth Guedes me mandou via Facebook uma matéria do blog de Sílvio Meira, o dia a dia, bit a bit, falando sobre genética sintética com uma reflexão bem interessante sobre os rumos da evolução da vida pelas mãos da biotecnologia dos XNA's leiam o artigo e comentem, eu recomendo.

Artigo:

XNA: genética sintética, vida artificial?

terça-feira, 24 de abril de 2012

O dia da terra

Mais uma data comemorativa, mais um dia para reflexão. Apesar de sermos bombardeados pelas ideias de sutentabilidade de poucos anos pra cá pouco tem se feito para a preservação do nosso planeta. No sentido de conscientização é um trabalho para toda a vida, não tão demorado assim devem ser as políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável principalmente na questão de geração de energia; biogás, energia eólica, solar são alguns exemplos para redução dos altos custo com energia de uma maneira verde... Nossa economia deve ser verde resolvendo problemas tanto no ponto de vista estrutural, economia, social e ambiental... Com inteligência e responsabilidade com as futuras gerações...

O dia da terra é todo dia... cotidiano...

terça-feira, 17 de abril de 2012

Dica de como estudar - Mapas Conceituais

Muitos estudantes possuem certa dificuldade na hora de estudar. Resumir, criar glossários e mapas conceituais são umas das formas que dispomos para organizar nossos pensamentos em relação a dado conteúdo.

Nas disciplinas que eu leciono (Ciências e Biologia) os mapas conceituais são um forte aliado para auxiliar os estudos pois lhe dão a amplitude do conteúdo vivenciado organizando o pensamento do aluno.

MAMER

https://docs.google.com/file/d/0B7BHF4Z58xUnbmJ0aDFGUG15cG8/edit

quinta-feira, 5 de abril de 2012

UPE realiza mudanças para vestibular de 2013

Adota o ENEM, aumenta número de questões da prova e tempo para realizá-la


A partir deste ano, os alunos que se inscreverem no vestibular da Universidade de Pernambuco (UPE) irão se deparar com algumas mudanças no processo seletivo da instituição. 
De acordo com a comissão organizadora da UPE, haverá um acréscimo de oito questões no exame tradicional de ingresso, assim a prova passará a ter 148, em vez de 140. Os estudantes do 3° ano do ensino médio que realizam o exame seriado, responderão, agora, a 100 questões, dez a mais que os últimos anos. Já os alunos do 1° e 2° ano continuam com 90 quesitos. Essa mudança corresponde ao aumento de quatro questões em cada uma das disciplinas de sociologia e filosofia, para a prova tradicional e para o seriado, o incremento de questões ocorrerá nas matérias de sociologia (mais 2 quesitos), filosofia (2), língua estrangeira (4) e matemática (2). 
Mesmo com tantas questões, os vestibulandos não precisarão correr contra o tempo. Devido a essa ampliação das provas, o aluno terá mais meia hora, por dia, para concluir o exame, totalizando quatro horas e meia de teste. 
Outra novidade importante é a adequação dos conteúdos. De acordo com o vice-presidente da comissão, Ernani Martins, desde 2010, a instituição está revisando o programa de disciplinas juntamente com professores e profissionais de várias escolas do estado. “Estamos com um diálogo muito positivo com as instituições. Os especialistas propõem os conteúdos de acordo com o MEC e com o perfil do estado”, afirma Martins. Em algumas disciplinas assuntos que caíam na prova do seriado dos candidatos do 3º ano migraram para o teste dos alunos do 2º ano. O mesmo ocorreu com conteúdos do 2º ano que passaram para os do 1º ano. 
Alguns cursos também sofreram modificações. Em eletricidade houve desmembramento de alguns tópicos, engenharia mecatrônica, oferecido na Escola Politécnica, no Recife, passará a se chamar engenharia de automação. Já a licenciatura em informática terá novo nome, licenciatura em computação. Segundo a comissão, essas mudanças vieram para acompanhar o crescimento do mercado de trabalho em Pernambuco e oferecer profissionais capacitados de um modo geral.
Para os estudantes que farão o vestibular só em 2013, a novidade é ainda maior.  A UPE irá adotar o Enem como primeira fase do vestibular, mas não deixará de aplicar as provas da segunda fase. Todas as mudanças do conteúdo programático confirmadas pela comissão do vestibular terão validade de três anos, contando a partir do ano que vem. 

Fonte: Leia Já

terça-feira, 3 de abril de 2012

domingo, 1 de abril de 2012

Estudo comprova que Einstein estava certo sobre expansão do universo


Britânicos e alemães afirmam que Teoria de Relatividade elaborada pelo físico é 'incrivelmente precisa'.


LONDRES - A Teoria da Relatividade de Albert Einstein é "incrivelmente precisa", reafirma um estudo publicado nesta sexta-feira, 30, que ressalta os acertos dos cálculos do físico alemão na hora de explicar a expansão do universo.
Dados obtidos nos estudos sobre a Teoria da Relatividade são 'totalmente consistentes' - Arquivo/AE
Arquivo/AE
Dados obtidos nos estudos sobre a Teoria da Relatividade são 'totalmente consistentes'
A conclusão é de uma pesquisa feita por uma equipe de físicos da Universidade de Portsmouth (Grã-Bretanha) e do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre (Alemanha), cujos resultados foram anunciados em um encontro nacional de astronomia na Universidade de Manchester (Inglaterra).
Assim, a expansão do universo poderia ser explicada mediante a teoria de Einstein e a constante cosmológica, uma combinação que representa a resposta "mais simples" para este fenômeno, segundo os especialistas.
Os pesquisadores se centraram no período compreendido entre 5 bilhões e 6 bilhões de anos, quando o universo tinha quase a metade da idade de agora, e realizaram medições com uma precisão "extraordinária". A Teoria da Relatividade de Einstein prediz a velocidade pela qual galáxias muito afastadas entre si se expandem e se distanciam entre si, e a velocidade com a qual o Universo deve estar crescendo na atualidade.
Estes resultados são, segundo a pesquisadora Rita Tojeiro, "a melhor medição da distância intergaláctica já feita, o que significa que os cosmólogos estão mais perto que no passado de compreender por que a expansão do Universo está se acelerando". Neste processo parece ter um grande protagonismo a energia do vazio, relacionada com o período inicial da expansão, e segundo alguns astrofísicos também com a aceleração da expansão do universo.
Na opinião de Rita, o melhor da Teoria Geral da Relatividade de Einstein é que ela pode ser comprovada e que os dados obtidos neste estudo "são totalmente consistentes" com a noção de que esta energia do vazio é a responsável pelo efeito de expansão.
Segundo os especialistas, esta confirmação ajudará os cientistas a compreender melhor o que é que causa este misterioso processo e por que ele acontece. Eles também esperam avançar na pesquisa da matéria escura, aquela que não emite suficiente radiação eletromagnética para ser detectada com os meios técnicos atuais, mas cuja existência pode ser deduzida a partir dos efeitos gravitacionais que causa na matéria visível, tais como as estrelas e as galáxias.
Os físicos calculam que a matéria escura representa cerca de 20% do universo, e o estudo publicado parece respaldar sua existência. "Os resultados não mostram nenhuma evidência de que a energia escura seja simplesmente uma ilusão fruto de nosso pobre entendimento das leis da gravidade", acrescentou Rita.

Fonte: Estadão